Tema de Debate da Semana: interligando com a matéria de química; Processo de formação dos polímeros, o que são materiais biodegradáveis e oxi-biodegradáveis.
Sacolas plásticas na mira
Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos
estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas
pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição
ambiental.
Restringir o uso de sacolas plásticas
tem impacto significativo no ambiente?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com ma--terial reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com ma--terial reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.
Antiecológicas da matéria-prima ao
processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam
montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em
lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas
plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início
de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina
dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos
meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes,
o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas
vantagens ecológicas. Isso porque existem embalagens feitas de materiais
renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis.
Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. “Matéria-prima renovável não
é garantia de um produto biodegradável”, explica o engenheiro químico Helio
Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai
afetar seu dia a dia.
Sacolas
plásticas podem ser ecológicas?
Em algumas regiões do país, as
embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que
causaria menor impacto ambiental:
Polietileno verde
O que é: desenvolvido
com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico — ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo —, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos.
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico — ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo —, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos.
Plástico
biodegradável
O que é: em geral, o
produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora
seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de
microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições
muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos
aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa
Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados
do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria
a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos
Alternativas a
tiracolo
Mesmo
nos municípios em que ainda não se fala em restrição, é só questão de tempo até
que a moda pegue e algum tipo de legislação entre em vigor. Por isso, com ou
sem lei, é bom que o consumidor se desacostume de usar sacolas plásticas e
escolha a alternativa reutilizável que mais lhe convém
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Ecobags: feitas de
materiais como PET, ráfia e vinil, são recicláveis, fáceis de limpar e
impermeáveis. Outra vantagem é o preço: uma sacola de ráfia pode custar menos
de 3 reais
Dica: como suportam até 15 quilos, quem vai às compras a pé (e não tem corpinho de halterofilista) deve ficar atento ao peso dos produtos |
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Ecobags de bolsa: do
tamanho da palma da mão quando estão dobradas, são perfeitas para compras
pequenas em supermercados, farmácias, bancas de jornal ou lojas de
conveniência
Dica: é preciso ter certa habilidade manual — e paciência — para fazê-las voltar ao tamanho original |
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Caixas plásticas dobráveis: fáceis
de montar e desmontar, podem ser encaixadas umas nas outras e transportadas
do carrinho para o porta-malas do carro
Dica: : como as caixas são vazadas, é importante verificar se os produtos líquidos estão bem fechados, a fim de evitar surpresas durante o trajeto |
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Carrinhos de lona: costumam
suportar a partir de 8 quilos e só não são mais práticos por culpa da
condição lamentável das calçadas brasileiras. Alguns modelos são dobráveis e,
portanto, quase não ocupam espaço no armário
Dica: como os carrinhos são compridos, os produtos devem ser dispostos de modo a não amassar uns aos outros |
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Reportagem – Revista VEJA



